Black Friday é a prova, não o teste

141126_bf_blog_topo

Em 2013, quando o evento já apresentava uma previsão bastante otimista em relação aos índices de consumo, acompanhamos alguns players que obtiveram um resultado equivalente ao de meses inteiros.

Dentre estes cenários, o maior volume de vendas foi concentrado em eletrônicos, especificamente TV’s e Smartphones, ambos representados nos relatórios oficiais como produtos de maior foco para os consumidores.

Os descontos ficaram entre 30% e 50%, aplicados em grupos pré-definidos pelo lojista para que houvesse uma administração de conteúdo mais dinâmica de acordo com o comportamento dos usuários.

Neste ano os lojistas contam com novas possibilidades. Enquanto no último período o empenho das operações era o de se destacar frente aos grandes players, que tomavam todos os canais de mídia de forma bastante incisiva, agora o cenário é mais homogêneo.

Os Market Places surgem como um aliado, não só pela visibilidade ampliada que geram para seus anunciantes, mas pela concorrência mais saudável. Se analisarmos pelo prisma do mercado, lojistas iniciantes possuem chances bastante realistas de competir com operações mais experientes, porém vale o questionamento sobre o quanto depender destas formas de anúncio.

Vale destacar também qual o desconto válido para estes eventos. Não estamos falando apenas de não apresentar promoções incoerentes como as famosas campanhas de “tudo pela metade do dobro”, as quais serviram apenas como uma referência negativa, mas também de considerar o ROI, ou seja, a relação da receita obtida com o investimento para obtenção deste resultado.

Os investimentos são vários, desde buscadores, comparadores de preço, market places (este com o custo por aquisição, que surge depois da venda e não “para a venda”) e demais canais que devem ser considerados na hora em que você planejar qual o limite dos descontos que devem ser ofertados.

Se com R$ 10.000,00 investidos em todas as campanhas, o seu retorno for de R$ 100.000,00, seu ROI foi de 10 (R$ 1,00 investido para obtenção de R$ 10,00). Por óbvio, a clareza nestes números vai surgir depois do evento, mas operações que estão há mais tempo no mercado poderão refletir sobre o tema e os novos iniciarem um controle.

Market Places estarão muito movimentados, afinal estamos falando do tráfego das maiores vitrines do Brasil, demais mídias com perfil de investimento prévio tendem a apresentar um custo bastante elevado (lei da oferta e da procura), então qual a melhor alternativa?

Artigos com “dicas” você encontra em excesso, nossa intenção aqui é a troca de experiências, então vale a exposição de alguns cenários:

Evite anunciar todo o seu catálogo nos Market Places ou “apostar todas as fichas”. Podemos lembrar de algumas situações ocorridas em 2013 e você não precisa das preocupações oriundas de outros canais, que não o seu.

Um número bem expressivo de mídias trabalha com investimento pré-pago, ou seja, você paga para anunciar, então não tente arriscar algo novo ou desconhecido neste evento. Black Friday é a prova, não o teste.

Acompanhar o comportamento dos usuários na sua loja é fundamental, mas trocar toda a estratégia planejada com tempo, por algo momentâneo (subir um novo layout, diversos banners, catálogo completamente novo, etc) é arriscado o suficiente para que você não mude, mas redirecione. Há uma grande diferença entre mudar uma vitrine de MAIS VENDIDOS e tentar implementar um HOTSITE promocional em poucas horas.

141126_bf_blog_rodape