Como montar uma loja virtual do zero – Parte 1

Blog EZ Commerce - Como montar uma loja virtual do zero parte 1

*Por Luiz Dias

Blog EZ Commerce - Como montar uma loja virtual do zero – Parte 1

Nos últimos anos, os artigos que tenho escrito normalmente são evoluções pontuais de algum processo específico na administração de uma operação de comércio eletrônico, mas não havia uma unidade tão bem determinada: Um começo, um meio e um fim.

Dessa vez, apresentamos uma proposta diferente, ainda mais aprofundada e explicativa.

Esta série de seis capítulos, abordará de forma inovadora uma sequência de como se obter o máximo de eficiência na administração de um novo e-commerce.

É importante esclarecer que os artigos têm uma proposta de overview sobre todos os pontos de desenvolvimento de uma loja virtual, desde sua concepção, passando por todo processo de configuração e ativação, até chegarmos a gestão propriamente dita.

Nos próximos posts, iremos abordar profundamente cada um dos temas e concluiremos com uma visão global de todo o negócio.

Agora, iniciaremos nossa série falando de desenvolvimento da linha de produtos e plano de negócios.

 

O que vender?

Não é incomum um especialista em e-commerce ser constantemente perguntado sobre qual produto é recomendável para vender online.

Eu adoraria ter uma resposta simples e objetiva.

No entanto, o que posso afirmar após anos de experiência em bem sucedidas operações de comércio eletrônico e os bons relacionamentos que obtive ao longo desta curta, mas intensa estrada, é que muitos empresários foram suficientemente visionários e alcançaram sucesso encontrando nichos até então impensáveis para uma venda não presencial.

Um exemplo clássico é a exemplar Netshoes que no seu início foi alvo de desconfiança.

Afinal, como seria possível vender um calçado sem experimentar?

Outro exemplo é a Connect Parts, maior loja virtual de acessórios automotivos da América Latina e que tenho orgulho de ter gerenciado por dois anos.

O CEO teve a ousadia de apostar nesse mercado e que hoje possui uma operação bastante expressiva e com crescimento exponencial.

Essas lojas são exemplo de inovação, porém veremos a seguir que esta é apenas uma das variáveis do sucesso.

O produto ideal e a capacidade de inovar

Apesar da obviedade da afirmação, costumo brincar que um e-commerce não é um site que por acaso vende, e sim o contrário; é uma loja como qualquer outra, mas com a única diferença de comercializar produtos e serviços por meio de um site.

Portanto, mais que um negócio de marketing, o e-commerce é um negócio de entrega.

Se você deseja iniciar uma operação online, é provável que já tenha ideia de um ótimo produto.

É evidente que alguns produtos são mais aderentes que outros, contudo é importante considerar que do ponto de vista administrativo é imprescindível que a mercadoria seja aderente, tenha preço competitivo, frete justo e margem de lucro suficiente.

O varejista, não deve, no entanto, desprezar que sob percepção do cliente a loja deve ser capaz de proporcionar excelente e comprovado nível de serviço do início à entrega.

É muito importante que itens como embalagem, prazo, navegação do site e entrega, sejam de maneira geral uma experiência positiva de compra.

De forma bastante simplista, o produto ideal para se vender online seria o produto com menor peso, menor cubagem e maior ticket médio possível.

No entanto, essa equação nem sempre é lógica.

A capacidade de inovar pode e deve falar mais alto, como no caso da Connect Parts que comercializa tanto para-choques como alto falantes, ou como exemplo a Loja do Mecânico que não teria um elevador automotivo como seu produto de destaque pela razão que falamos anteriormente.

Como definir a linha de produtos

Existem questões importantes que devem ser consideradas na hora de definir sua linha de produtos:

  1. Se o produto é físico e precisa ser enviado por alguma transportadora ou é um produto digital que pode ser disponibilizado através da internet.
  2. Se haverá um inventário (quantidade) de cada produto ou se eles serão produtos únicos, por exemplo, obras de arte e artesanatos.
  3. Decidir se determinado item da sua loja é fornecido por um ou mais parceiros e fazer uma breve análise para mensurar os impactos que essa decisão pode causar.
  4. Planejar quão genérica ou específica será sua loja. Exemplo: Você terá uma loja de acessórios variados para automóveis ou uma loja especializada em para-choques? Como será sua relação com os fornecedores destes produtos e em quanto tempo será possível entregar determinado item caso haja um pico de vendas?
  5. Definir como o produto será enviado, desde o recebimento, armazenagem, separação, passando pela embalagem, despacho até o custo de frete e se o mesmo será absorvido pelo cliente ou retirado da margem de lucro do varejista.

 

Teste os produtos em menor escala

Antes mesmo de lançar seu próprio e-commerce, você pode testar a aderência de seus produtos, preços e serviços na internet.

O Brasil está entrando definitivamente na era dos marketplaces, que anunciam seus produtos mediante comissionamento das vendas.

Com isso, você já pode começar a mensurar uma possível curva A.B.C dos seus produtos ou ainda quem são e onde estão seus clientes, quanto isso impacta na sua logística em maior escala e quanto os clientes estariam dispostos a pagar pelo seus produtos e serviços.

Por meio de oferta de algum benefício como cupons de desconto ou frete grátis em uma próxima compra, é possível estimular o preenchimento de um cadastro para mensurar a satisfação do cliente quanto ao cumprimento de prazos, embalagem, experiência de compra e pouco a pouco fazê-los migrar em definitivo para sua loja.

Desenvolvendo o plano de negócios

Para quem não sabe onde ir, qualquer caminho serve.

Não é porque o seu varejo não é físico ou porque você não está pensando em obter um aporte financeiro que não precisa de um plano de negócios.

O planejamento irá ajudá-lo a entender todos os passos que seu e-commerce deve ter para ser bem sucedido e, sobretudo, rentável.

O Plano de negócios será um instrumento de apoio às tomadas de decisão e dará suporte nos momentos de correção de rota.

Para isso, é imprescindível que se obtenha o custo da sua operação completa, com todos os possíveis desvios.

É importante também, levar em consideração os itens a seguir:

  • Custo do produto, independente se for produção própria ou adquiridos em alguma indústria
  • Custos de recebimento e armazenagem
  • Custos de envio, impostos de compra e impostos de terceiros
  • Custo de marketing e audiência qualificada

Para traçar um planejamento além de todas as orientações acima, a partir da meta de faturamento estabeleça metas factíveis de conversão de visitas, ticket médio e conversão de pagamento para planejar o número de visitas.

Analise seus pedidos e receita necessários para que o resultado esperado seja atingido e, caso não seja, o indicador poderá apontar onde se concentra a ineficiência para que possa ocorrer correção e reação imediatas.

Próximo conteúdo – Desenvolvendo sua loja online

Para este primeiro momento, vimos como planejar e construir uma ideia sobre seu e-commerce.

Discutimos como pensar nos produtos que serão vendidos, a importância de estudar o frete, a especialização de ramo do seu site e o desenvolvimento do plano de negócios.

No próximo artigo falaremos sobre o Desenvolvimento de sua loja online.

Você irá aprender de fato como configurar da melhor maneira possível seu e-commerce e como começar a tirá-lo do papel criando seu domínio, escolha de plataforma e as demais categorias para gerenciar sua loja virtual.

Como montar uma loja virtual do zero – Parte 2

Blog EZ Commerce - Como montar uma loja virtual do zero – Parte 1 - foto Luis Dias

“Luiz Dias é Diretor de E-Commerce da EZ COMMERCE, graduado em Publicidade e Marketing na Universidade Anhembi Morumbi e em Direito na FMU. Iniciou a carreira no Comércio Eletrônico 2007 no Gimba.com, importante varejista de Informática e Material para Escritório, ainda como Diretor de Arte e Criação, onde também acumulou a função de Coordenador de Marketing. Em 2009 assumiu as atividades como Gestor de E-commerce na Centauro, maior varejista de artigos esportivos da América Latina. No fim de 2010 incorporou a função de Gerente Geral de E-Commerce na Paquetá Esportes. Em Janeiro de 2012 assumiu como Gerente Geral de E-Commerce na Connect Parts, maior loja online de acessórios automotivos da América Latina. Tem em seu portfólio consultorias para diversas lojas virtuais como Bombril, Zelo, Track And Field, Corpo Ideal Suplementos, Cia dos Livros, Estrela 10, Arsenal Car, Lojas Lebes, Maze Skate Shop e My Shop Brasil. Professor da ECOMMERCE SCHOOL, idealizador e organizador do ECOMMERCE SANTOS e palestrante em eventos como E-COMMERCE BRASIL, ENCONTRO LOCAWEB, ARNOLD CONFERENCE, entre outros.”