Como montar uma loja virtual do zero – PARTE 4

Como montar uma loja virtual do zero PARTE 4

*Por Luiz Dias

 

Gerando tráfego para seu e-commerce

Um e-commerce não tem seus objetivos conquistados apenas com um bom atendimento, preços comparativos e uma logística invejável.

De nada adianta sua loja ter todas essas infindáveis qualidades se mantendo como fantasma e ser apenas só mais uma de muitas na internet.

Por esse motivo, é necessário ser visto pelo público de interesse, ser localizado, ter estratégias para alcançar quem precisa conhecer sua loja virtual.

No e-commerce, a melhor forma de aumentar seu negócio é gerar cada vez mais tráfego e, para isto, existem diversas opções, com as mais comuns se destacando como paga e orgânica.

No primeiro artigo desta série, conversamos sobre como criar um plano de negócios para desenvolver a ideia da sua loja virtual e finalmente tirá-la do papel.

Confira aqui: Como montar uma loja virtual do zero – Parte 1

No segundo, falamos sobre toda a parte de desenvolvimento em que vimos como montar as partes de configuração e funcionalidades do seu e-commerce.

Confira aqui: Como montar uma loja virtual do zero – Parte 2

No terceiro artigo, tratamos a respeito do desenvolvimento do layout do seu site.

Confira aqui: Como montar uma loja virtual do zero – Parte 3

Neste de agora, falaremos das principais ferramentas gerar tráfego para a sua loja online. Confira:

 

Esteja alinhado à uma estratégia

 

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Primeiramente vale reforçar que existem muitas opções de geração de tráfego para seu e-commerce e para defini-las é extremamente necessário que você esteja alinhado às uma estratégia de negócio.

Lembre-se que qualquer forma de atrair seu público deve ser atentamente elaborada para atrair sua persona e não qualquer usuário que não tenha a ver com o que você busca para o seu e-commerce.

Imagine que você precisa de 63.000 mil visitar para conseguir um retorno de vendas positivo para seu comércio.

Por meio de um plano de negócios e do seu executivo de marketing, é possível compor positivamente ações que tragam muito mais do que compartilhamentos de sua loja virtual por amigos no Facebook, por exemplo, e traga comprovadamente maiores resultados de tráfego e conversão.

Abaixo citarei algumas opções de ferramentas para geração de tráfego que são viáveis de forma geral para a maioria das lojas virtuais:

 

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Tráfego direto

Este tipo de estratégia é interessante por ser barata e com bom retorno aos negócios.

O tráfego é obtido quando o usuário entra na sua loja virtual diretamente, pois já o conhece de alguma forma.

A visita ocorre sem nenhum tipo de contato com conteúdo orgânico ou anúncios pagos.

Outro modelo que podemos tomar como exemplo é, um comerciante que mantém uma loja física e virtual e se usa dessa vantagem para propagandear presencialmente para o seu cliente, aumentando os acessos do seu e-commerce.

Uma loja de suplementos, por exemplo, queria aumentar seu tráfego e, desta forma, criou um cupom de desconto da sua loja virtual e como sua fatia de mercado diz respeito ao mundo esportivo, escolheram fazer a entrega desses panfletos em academia.

Essa ação não só aumentou a venda, como comprovou que ao incentivar o tráfego direto o aumento de Market Share.

Imagine o cenário de seu tráfego ser obtido 70% pela modalidade pago pelo clique e 30% pelo direto ou natural – A chance do seu e-commerce ter lucro e não só receita é muito mais complicado, mas se for imaginado o cenário contrário, é investido muito menos pelas visitas e se observa muito mais retorno.

Claro que estamos falando de um tráfego que é barato, mas não totalmente gratuito.

 

O que é necessário para o tráfego direto é um branding completo, é saber mostrar sua marca, trabalhar com seus produtos e expor tudo isso ao seu cliente.

 

Em alguns comerciantes a técnica utilizada pela loja de suplementos pode soar como um verdadeiro tiro no pé, mas isso não é verdade.

O problema é que todo dono de loja física pode pensar que anunciar em seu comércio sobre seu e-commerce pode tirar todas as vendas presenciais.

Mas, para entender o pensamento do consumidor, basta pensar que se ele tem facilidade, comodidade e preferência para comprar em uma loja online, se ele não achar ou não souber sobre seu e-commerce, procurará em outro virtualmente mesmo.

O que estou querendo dizer é que não incentivando a venda online, seu comércio nessa situação acabou perdendo a venda presencial e virtual para o concorrente.

 

O resultado é claro: Melhor perder uma venda física da sua loja para seu próprio e-commerce do que estimular seu cliente para a concorrência.

 

Uma dica importante para um tráfego direto é ser o mais específico possível no URL da sua loja virtual, por exemplo, sua loja chama “Dona Maria Vestidos”, desta forma o URL desejável seria “www.donamariavestidos.com.br” e não “www.lojadm.com.br”

Lembre-se que quanto mais diferenças houver no nome da sua loja e URL, pior será para seu cliente pesquisar e achar sua página.

Construir seu e-commerce no seu domínio principal é muito interessante também, pois desta forma, sua loja virtual teria uma grande parte do tráfego necessário, mas claro, não faça propaganda na página toda, prefira focar em sua loja no começo, e ao longo do site, realize o branding necessário.

Sintetizando o conceito de tráfego direto, os usuários que estão dentro dessa geração de movimentação já estão bastante qualificados para uma conversão em vendas.

Afinal, sua marca, projeto e produtos já possivelmente são de confiança e interesse do seu cliente.

 

E-mail Marketing

A ferramenta de e-mail marketing é bastante desprezada como gerador de tráfego, o que na verdade é uma grande besteira.

Normalmente as maiores alegações para que esse desprezo ocorra são de que ninguém mais tem interesse em abrir um e-mail marketing e nenhuma empresa faz o uso atualmente.

Mas, esses pensamentos só não são verdadeiros como também, o e-mail marketing deve corresponder a 15% da venda em uma loja online.

Além de tudo, a ferramenta de disparo é pouco custosa e ainda permite uma comunicação objetiva do seu e-commerce com a sua tratativa de base e segmentação por comportamento para peças mais assertivas na geração de tráfego.

No gerenciamento do e-mail marketing, não basta pensar apenas no layout da peça e nem em quantas peças são enviadas por dia, mas sim, a cadeia de processos como um todo.

Desta forma, para gerenciar sua ferramenta, o principal é medir e entender o tamanho da sua base de contatos para disparo.

Por exemplo, se cadastro 1000 mil e-mails como faço para cadastrar 2000 mil?

Seu e-commerce deve primeiramente produzir conteúdo de qualidade por meio de e-books, posts em um blog, fotos e infográficos, deve procurar coletar e-mails relevantes para manter uma cadeia produtiva de envios.

 

O aumento da base e abertura dos e-mails enviados estão intimamente ligados ao número de visitas, e o melhor é que quanto mais criativo, maior o tamanho de clientes orgânicos.

 

Gerencie também a taxa de abertura dos seus e-mails enviados, para descobrir quantas pessoas realmente recebem e o abrem.

Outros fatores que devemos levar em consideração, é a taxa de spam, subject (título), sensação de oportunidade passada ao consumidor pelo e-mail.

O e-mail marketing deve fazer o seu prospect ou cliente se sentir único e ainda, apresentar uma condição exclusiva para chamar a atenção.

Por exemplo, ao criar uma promoção com o preço diferenciado apenas no e-mail e com validade de apenas um dia, o consumidor pode olhar e imaginar que depois pode fazer a compra, mas quando verificar que realmente a promoção é verdadeira e tem prazo de validade, ganhará credibilidade e passará a abrir mais frequentemente os futuros e-mails.

 

 

SEO

Ao contrário do e-mail marketing, muita gente costuma tratar o SEO como um instrumento vaidoso de ranking.

Por ser um tráfego que atua por meio dos buscadores, não é incomum ouvir que o que realmente importa é que sua empresa só deve aparecer em primeiro quando buscada e só, tudo estará resolvido.

Mas, não é bem assim!

Para realmente ter sucesso com essa ferramenta de tráfego, é preciso que ocorra uma relação entre buscas de todas as palavras chaves que se refere ao seu e-commerce, e não de uma palavra apenas.

O tráfego vai ser gerado pelo conjunto de palavras de relevância e, se possível, um bom posicionamento para todas.

 

Referência ou Referral Key  

O referral Key é uma ferramenta poderosa, mas menos conhecida do que as demais.

Na prática, o tráfego é obtido por uma espécie de indicação feita a partir de um site que o usuário tem costume de acessar e leve como referência.

Além de tráfego, o mais interessante dessa estratégia é que a visibilidade e autoridade da sua marca ficam muito mais evidentes.

O Referral Key permite tráfego para seu e-commerce a partir de uma parceria com canais do Youtube, blogs e sites que abordam assuntos referentes ao seu mercado.

Uma outra dica importante é aproveitar workshops, feiras, eventos e palestras para, por exemplo, citar direta ou indiretamente por autoridades no assunto sua loja ou produtos.

Pensando para o lado digital, quando seu e-commerce é citado, os buscadores ganham um melhor posicionamento e desta forma, o retorno acaba de todas as formas sendo muito positivo.

Óbvio que devemos estar atentos sobre o quê e de que forma sua loja virtual está sendo citada, pois quando há a citação de sua marca erroneamente, o resultado tende a ser catastrófico para geração de tráfego.

Digo isto pois, quando sua marca é indicada por um bom volume de pessoas, o Google, entende que seu conteúdo, seus produtos, sua loja em si tem relevância e, consequentemente, melhorando a visibilidade, sua marca atrairá ainda mais visitas.

 

PPC

A geração de tráfego pelo Pay-Per-Click ou PPC, é o modelo em que após o clique em um anúncio impulsionado, o anunciante paga um valor específico por esse tráfego.

A princípio, podemos usar como ferramenta para o PPC o Google Adwords que funciona quando um usuário busca uma palavra específica ou frase que seja relevante ao seu e-commerce, o seu anúncio, se estiver com investimento de impulsionamento, pode aparecer nos resultados do Google nas primeiras posições.

 

Para a criação de uma campanha de PPC, é necessário criar uma lista completa e bem estruturada de palavras-chaves pertinentes ao seu negócio que possam atrair os visitantes para a sua loja virtual.

 

Não se esqueça de verificar também, o orçamento das campanhas que você decidir fazer após verificar quanto custa cada palavra que deseja usar.

Verifique sempre se seu investimento está indo para palavras muito caras e desnecessárias.

Mas, palavras muito baratas também podem significar que você não está atingindo seu alvo como deveria.

Após toda essa análise, não esqueça de monitoramentos constantes de efetividade e como complemento, mantenha sempre seu foco no marketing do seu site para atrair ainda mais leads.

 

Display

Antes muito usual e agora não tão mais, a técnica de display para geração de tráfego, funciona com anúncios por meio de banners em portais de conhecimento popular, parceiros do Google.

Após o anúncio, sua loja pagará por cada clique do usuário ou ainda por um número fechado de propagandas.

Como já dissemos, é pago e atualmente é interessante que seu e-commerce não conte somente com esse tráfego para conseguir todas as visitas necessárias e sim, como um complemento para aumentar a base de e-mails cadastrados, por exemplo.

 

Social

O tráfego social se dá pelo uso das redes sociais em geral para visibilidade da sua loja virtual.

No caso do Facebook, por exemplo, o proprietário de um comércio digital pode e deve utilizá-lo como um SAC 2.0 para mensurar a opinião dos seus clientes, tanto para os elogios tanto para as críticas.

No caso do SAC 2.0, procure responder rápido, solucionar problemas, apresentar seus produtos e de quebra ganhe ainda mais credibilidade para seu e-commerce.

As redes sociais com as estratégias certas como títulos e conteúdos que despertem interesse após um detalhamento de público alvo, posts que levem à sua loja e exposição dos seus produtos.

 

 

Afiliado

A estratégia de afiliado consiste em parcerias onde existe de um lado existe a produção de conteúdo digital enquanto a outra parte é responsável pela divulgação e, como retorno, ganha-se uma comissão por venda realizada.

Essas parcerias podem acontecer por fontes como Youtube, Periscope, Vimeo, Facebook, Instagram ou ainda por mídias offline.

As oportunidades são infindáveis e apesar de serem opções pagas, oferecem um retorno positivo para fortalecer ainda seu e-commerce.

 

 

Próximo conteúdo – Operações

Neste quarto conteúdo falamos sobre algumas ferramentas de geração de tráfego e os resultados que elas apresentam para sua loja virtual.

Para o nosso texto número seis falaremos sobre a operação do seu e-commerce e discutiremos sobre a importância do processamento do pedido, conferência, embalagem e entrega.

Blog EZ Commerce - Como montar uma loja virtual do zero – Parte 1 - foto Luis Dias

“Luiz Dias é Diretor de E-Commerce da EZ COMMERCE, graduado em Publicidade e Marketing na Universidade Anhembi Morumbi e em Direito na FMU. Iniciou a carreira no Comércio Eletrônico 2007 no Gimba.com, importante varejista de Informática e Material para Escritório, ainda como Diretor de Arte e Criação, onde também acumulou a função de Coordenador de Marketing. Em 2009 assumiu as atividades como Gestor de E-commerce na Centauro, maior varejista de artigos esportivos da América Latina. No fim de 2010 incorporou a função de Gerente Geral de E-Commerce na Paquetá Esportes. Em Janeiro de 2012 assumiu como Gerente Geral de E-Commerce na Connect Parts, maior loja online de acessórios automotivos da América Latina. Tem em seu portfólio consultorias para diversas lojas virtuais como Bombril, Zelo, Track And Field, Corpo Ideal Suplementos, Cia dos Livros, Estrela 10, Arsenal Car, Lojas Lebes, Maze Skate Shop e My Shop Brasil. Professor da ECOMMERCE SCHOOL, idealizador e organizador do ECOMMERCE SANTOS e palestrante em eventos como E-COMMERCE BRASIL, ENCONTRO LOCAWEB, ARNOLD CONFERENCE, entre outros.”