Lojas virtuais podem evitar estorno de transações com o uso de um Merchant Plug In (MPI)

Lojas virtuais podem evitar estorno de transações com o (MPI) .

Virou rotina ouvirmos que o mercado de e-commerce no Brasil bate recordes a cada mês. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) estima que o faturamento de 2013 ultrapassou os R$ 30 bilhões, um crescimento de mais de 35% em relação ao ano de 2012. Essa tendência deve continuar em 2014.

Com esses números, dificilmente um empresário não tem interesse em entrar para esse mercado, ou melhor, para esse mundo de oportunidades. Entretanto, um dos motivos que os impede é o impacto que os crescentes índices de fraude causariam ao seu negócio. Segundo dados de empresas especializadas nesse setor, as tentativas de compras por meio de cartões clonados e outros métodos ilegais representam aproximadamente 2% do total de movimentações. O número parece pequeno, mas representa um prejuízo de aproximadamente R$ 600 milhões ao ano, que geralmente recai sobre os estabelecimentos.

Ao longo dos últimos anos, muito foi feito na tentativa de minimizar essas perdas. Um dos requerimentos mais conhecidos pelas empresas desse mercado é a certificação PCI-DSS, que define as melhores práticas para o transporte e armazenamento das informações da transação, com o objetivo de evitar que os dados dos cartões dos compradores sejam roubados. Nesse sentido, a utilização de um gateway de pagamentos com a certificação PCI-DSS é indispensável.

Atualmente, o que há de mais moderno para evitar fraudes nas transações realizadas pela internet é o processo 3D Secure, realizado através de um módulo de software chamado MPI (Merchant Plug In), o 3D Secure é um serviço disponibilizado pela VISA e pela Mastercard, denominado por eles respectivamente “Verify by Visa” e “Mastercard SecureCode”, que viabiliza a autenticação do comprador por seu banco emissor, ou seja, o banco, através de suas ferramentas de autenticação, muitas vezes as mesmas utilizadas em sua plataforma de Internet Banking , passa a qualificar o comprador antes que os dados da compra e do cartão sejam enviados ao adquirente para a autorização.

Embora essa operação adicione uma etapa ao fluxo transacional, ela agrega vantagem em toda a cadeia do negócio. O banco, que assume o risco da transação, tem a oportunidade de autenticar o comprador antes que a transação seja encaminhada ao adquirente, minimizando consideravelmente o risco de fraude. O estabelecimento, por sua vez, tem a certeza de que receberá pela venda realizada e não terá que aguardar por longos processos manuais de análise de risco. O processo 3D Secure beneficia também o comprador, que tem a garantia de que seus dados são fornecidos a um ambiente seguro, e o adquirente, que ganha em volume de negócios devido ao aumento da confiança de toda a cadeia, especialmente daqueles que não atuam no comércio eletrônico pelo risco inerente ao “Charge Back”, como é conhecido o estorno de uma transação previamente autorizada após a contestação do portador do cartão.

Obviamente, esse processo de autenticação representa uma evolução muito importante no cenário atual do e-commerce no Brasil e, como toda novidade, passará por um período de adaptação “cultural”, mas com certeza será um grande diferencial para as empresas que o adotarem.