Pesquisa mostra panorama da logística no e-commerce brasileiro

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A pesquisa, que entrevistou mais de 250 lojas virtuais abordou três pontos considerados importantes para a logística das empresas de e-commerce – armazenagem, frete e manuseio. O estudo apontou que 82% das lojas online possuem armazenagem própria, enquanto 10% trabalham com um misto própria e terceirizada, e apenas 7% utiliza exclusivamente ambiente de terceiros para estocar os produtos comercializados.

O estudo foi realizado pela Brazil Panels e Ecommerce School, apontou que quando a questão era qual tipo de frota utilizado, 93% dos varejistas online afirmaram utilizar os serviços dos Correios e 35% utilizam transportadoras privadas. Já as lojas que possuem um sistema próprio de entrega representam apenas 13%. Fatores como entrega no mesmo dia e produtos especiais/perecíveis (jóias, flores, alimentos, etc) estão relacionados ao uso de frota própria. A pesquisa revelou ainda que 23% das lojas online contratam transportadoras de acordo com a região da entrega. Além disso, o sistema rodoviário é o mais escolhido entre os e-commerces, cerca de 64%, seguido pelo sistema aéreo com 26% e o courrier com 10%.

Já em relação à distribuição dos custos nas operações logísticas, o frete representa a maior parte, com 58%. Gastos com armazenagem e manuseio representam 23% e 19% respectivamente. Para solucionar este problema, 55% das lojas virtuais entrevistadas afirmaram repassar o valor do frete para o consumidor e 30% adotam um modelo hibrido, repassando apenas parte do valor. Apenas 15% assumem o custo do frete totalmente.

Além desses, outro ponto relevante é que 69% das entrevistadas oferecem frete grátis. De acordo com 66% dos varejistas a o frete grátis, quando bem administrado, é um fator decisivo para o consumidor. Já outros 34% afirma que proporcionam frete grátis somente porque os concorrente também disponibilizam.

Tal oferta, quando bem administrada, é um motivador de compras e fator decisivo para o consumidor, pelo menos na visão de 66% dos varejistas que propiciam o bônus em busca de aumento de vendas, outros 34%, entretanto, ofertam o frete grátis somente porque os concorrentes também disponibilizam.

Sobre a pesquisa, o presidente a ABComm, Maurício Salvador, afirma que existem gargalos na infraestrutura de logística há muitos anos no Brasil. “A verdade é que a maioria de nossos representantes vive em outros cenários, distantes das reais necessidades do país. O preço pago pela falta de planejamento aumenta a cada dia e afeta todos os setores da economia, incluindo o comércio eletrônico”, afirma Salvador.

Fonte: (E-commerce News)